Arde, Sorocaba

O verão brasileiro tem tirado o sono de muitas pessoas. Noites mal dormidas pelo excesso de calor, falta de água e de brisa têm levado cidadãos a procurar cômodos mais frescos no interior de suas residências. Nem com a ajuda do ar-condicionado ou ventiladores tem sido possível suportar a sensação térmica, que beira os 40 graus em algumas cidades.

Em Sorocaba, o reflexo do excesso de calor é medido pela freqüência das pessoas nas piscinas dos clubes, nos parques à noite e até em lugares proibidos, como o chafariz localizado no Largo do Rosário, no Centro da cidade. No entanto, a culpa é de quem? De São Pedro, que não faz chover ou de nós mesmos, que destruímos, no decorrer de séculos, a natureza planetária?

Conforme dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), em 2014, ou seja, no ano passado, a Terra bateu recorde de aquecimento registrado desde 1880. Os mesmos dados apontaram que não houve precedentes nos últimos 134 anos para o mês de dezembro, no que tange a elevação da temperatura média na superfície e nos oceanos.

Segundo especialistas, o aumento das emissões de dióxido de carbono e outros gases pelo homem na atmosfera do planeta contribui para esse fenômeno. Diante dessa situação desoladora, precisamos nos hidratar bastante.

Outro problema que assombra é o apagão elétrico. Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste registraram demanda recorde na última terça-feira (20). Picos de demanda são provocados pelo calor intenso nessas regiões, motivados pela elevação da temperatura, e costumam estar associados ao uso mais intenso de aparelhos de ar-condicionado.

Diante da situação, o que fazer? Sorocaba está ardendo, e nós sentimos os erros cometidos no passado. É preciso uma política nacional ampla que garanta o abastecimento de água a toda população, além do abastecimento de energia elétrica e de material que oriente crianças e idosos a manterem-se hidratados permanentemente. Contra o calor, enquanto não chove, resta-nos somente paciência.