Caixa baixa em alta

No jornalismo, utiliza-se a expressão ‘caixa alta, caixa baixa’ para definir e diferenciar as letras maiúsculas das minúsculas num texto. É um termo usado em tipografia; os nomes vêm da divisão das caixas onde se guardavam os tipos (letras) para a composição manual de textos: na divisão de cima (caixa alta), letras maiúsculas; na de baixo, minúsculas. Fazendo uma comparação pragmática com o atual governo municipal, vivemos época de decisões ‘caixa baixa’.

Sorocaba encontra-se abandonada. Ontem, divulguei nas redes sociais e na imprensa o descaso na Estrada do Império, Zona Leste da cidade. Onde há asfalto, buracos tomam conta da via; onde há terra, desnivelamento e erosões impedem o tráfego de veículos e o trânsito de pedestres. Situação que incomoda inúmeros moradores da região. Se formos ao Centro ou às zonas norte, sul e oeste, teremos problemas semelhantes. A Prefeitura alega falta de dinheiro e culpa a crise nacional, provocada pelo Governo Federal.

Ficamos sem o tão aguardado BRT, idolatrado pelos tucanos na eleição de 2012; o programa Sorocaba Total, rebatizado de Mobilidade Total, jogado às calendas; o hospital municipal não saiu da averbação; não houve investimentos para melhorar o fluxo de veículos no município, fora as 13 obras, do total de 48, que estão atrasadas e sem conclusão. As previsões para o término deste governo são desanimadoras.

Penso que não devemos esmorecer, mesmo que as circunstâncias sejam desfavoráveis. A Câmara reverbera a opinião popular e temos, nesse escopo institucional, obrigação constitucional de cobras diretrizes, denunciar discursos lesivos à municipalidade e dar resposta a todos que procuram e depositaram sua confiança num de seus 20 representantes.

Que esse 2016 seja promissor ao povo brasileiro e a todos nós: um ano com menos CPI’s, menos críticas à Administração Pública, mais empenho e mais vontade política, sempre na esperança de dias melhores, quer seja na economia do País, quer seja no gerenciamento de nossa própria Sorocaba.